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Um erro não justifica o outro

18 June, 2007 (15:08) | Opinião | Autor: Cobra | 604 visitas

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saiu no G1, uma notícia sobre um homem com deficiência visual que precisou pagar R$ 105,00 da passagem, para que seu cão guia pudesse acompanhá-lo em uma viagem.

A lei é clara e diz que ele não poderia ser impedido e não precisaria pagar tal tarifa cobrada pelo transporte do cão.

O que provavelmente ocorreu é a situação comum de despreparo de funcionários. Como a matéria cita, o fato “ocorreu à noite, quando a administração estava fechada”. Ainda de maneira hipotética, o bilheteiro ou o motorista do ônibus simplesmente seguiam ordens dadas (ou não dadas e agiram pensando que seriam cobrados pela não cobrança da passagem do cachorro).sidewalk.jpg

No dia seguinte a empresa procurou o passageiro e o mesmo não aceitou o reembolso da passagem e ainda segundo a matéria, o cidadão pretende processar a empresa.

O que eu quero mostrar aqui, é que falta diálogo e boa vontade em grande parte das relações humanas. Houve o erro (e nesse caso é claro que por incapacidade das pessoas envolvidas em realizar um julgamento da situação) e a pessoa mais esclarescida da história irá pelo caminho mais difícil, o judicial.

Ele está errado? Não, é direito dele buscar esse ressarcimento. Ele vai ganhar? Espero que não. A empresa reconheceu seu erro e se prontificou a devolver à quantia paga.

O Jácotei tem diversos livros de direito, para você saber das leis.

Se você está pensando ” Ah..coitadinho do ceguinho”, não pense assim. Estou usando esse caso apenas para ilustrar uma situação. Se você continua com “pena do ceguinho”, pense no nosso judiciário e nas críticas que você costuma fazer ou ouvir alguém fazer. Pensou? Então, uma grande parte dos processos, são causas inúteis como essa, que poderiam ser resolvidas com bom senso.

A matéria saiu aqui.


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