Minha opinião sobre um dos problemas aereo do país.

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Eu tinha intenção de protestar contra o fechamento do aeroporto de Congonhas, que ganhará um movimento com mais força, agora que ocorreu o acidente do Airbus da TAM, porém vou colocar aqui uma visão que pouco foi citada nos últimos dias. O marido da Liliana, postou em seu blog, fotos do aeroporto na época em que foi construído. Como podemos reparar nas fotos, o aeroporto TINHA SIM área de escape e NÃO havia nenhum prédio ou residência ao redor das cabeceiras da pista.

Que existe uma sobrecarga no aeroporto, é fato e por esse motivo não podemos eximir o Estado (o país, não São Paulo) do problema. Nova York tem 3 aeroportos- o JFK, La Guardia e Newark. Considerando o tamanho e a importância da cidade de São Paulo teríamos de ter pelo menos 4, uma vez que nos EEUU existem diversos grandes aeroportos e não há uma concentração de voos internacionais, como ocorre aqui em terra Brasilis. E se você acha, caro leitor, que o fechamento (ou até mesmo a diminuição do vôos) em Congonhas, transferindo-os para Cumbica irá resolver o problema, você está completamente enganado. Conversei com um especialista em aviação que me explicou algumas coisas impressionantes.

O tal colapso de Congonhas, começou na década de 50, quando havia alto tráfego de cargas e passageiros. Por esse motivo, o Clube de aviação de Viracopos, foi transformado em Aeroporto Internacional no ano de 1960 e logo em seguida, já começaram a procurar uma nova alternativa para o novo aeroporto que substituiria Congonhas. Consideram-se 2 hipóteses:

Guarulhos e uma reforma e ampliação de Viracopos, porém houve um impasse político entre São Paulo e Rio de Janeiro e o processo foi abortado.

Somente em 1976, voltaram a considerar (agora com urgência) a implantação do novo aeroporto e tome estudo de novo e pior, agora as opções eram 4. Além das duas anteriores, incluíram Ibiúna e Caucaia do Alto.

Ibiúna foi a primeira escolhida, porém ocorreram diversas disputas contra a desapropriação das terras na região.

Caucáia, que era a segunda opção, teve inclusive o início do processo de desapropriações, porém alguma comissão de direito Mata Atlântica reclamou que uma parte da Reserva Florestal do Morro Grande seria desmatada e mesmo com as promessas do governo de reflorestar outras áreas, o processo não rolou. Sobraram Viracopos (obra barata e rápida) e Cumbica, que contava com um grande Lobby do governo federal, por conta de uma área de mais de 10km2 (kilometros quadrados) que pertencia à algum orgão federal poderia ser cedido para a construção do aeroporto.

Acontece que os especialistas eram contra a construção do aeroporto em Cumbica, pois em uma tradução literal, Cumbica significa NUVEM BAIXA, logo, uma região de constantes nevoeiros e pior, cercada por uma Serra (a Serra da Cantareira) que inclusive já ocasionou acidentes como o dos saudosos Manonas Assassinas.

Contra Viracopos, apenas a distância e a promessa de seus defensores da implantação de um trêm bala que faria o percurso SP – Campinas em 20 minutos.

Então….a história mostra o que aconteceu. Temos em São Paulo, o centro nervoso do país, dois aeroportos obsoletos e um aeroporto com potencial, morto em Campinas.

E tem gente que ainda acha que a culpa do acidente é de Congonhas.

Meus respeitosos pêsames aos parentes das vítimas e à todos os funcionários e diretores da TAM pelo ocorrido.

UPDATE: Em face à atitude desprezível do assessor da presidência da República, o sr. Marco Aurélio Garcia, iniciei uma petição demonstrando que não aceito seu pedido de desculpas. Se você não aceita essa desculpa, CLIQUE AQUI


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One Response to “Minha opinião sobre um dos problemas aereo do país.”

  1. Ou seja, o buraco é mais embaixo.
    Ops,
    O Buraco é mais atrás….. Pãtz

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