primeiro de maio de mil novecentos e noventa e quatro.

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Hoje completam-se 13 anos que acordar cedo aos domingos perdeu a graça. Aliás, foi num desses domingos que isso ocorreu. Era um dia quente aqui em São Paulo e para os amantes da Fórmula 1 era o desfecho de um final de semana trágico. Na sexta um jovem austríaco perdera a vida. Roland Ratzemberg. Imagens impressionantes. E no sábado, Rubinho se arrembatava no pior acidente de sua carreira.

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No domingo, acordei cedo como sempre e fui assistir a corrida. Afinal, o Senna finalmente iria ganhar com a Williams. NADA FEITO. Após um acidente na largada, veio a curva maldita. Tamburello é seu nome e ela fica ao final da dos boxes do circuito de Ímola. Na realidade, nem curva ela é, mas vitimou diversos grandes pilotos como Piquet e Berger. Mas com Senna foi o pior de todos e ele se foi. Se foi o meu ídolo esportivo. O meu não, o nosso. Se foi o cara que me fez ter orgulho do país que vivo, que me fazia acordar cedo ou não dormir nas madrugadas de domingo, para ter o prazer de ver a nossa bandeira no topo do pódio.


Quando comecei a escrever, meu intuíto era falar do ícone, do ídolo e não da perda dele, porém o texto começou a fluir. Lembro como se fosse hoje, quando às 14 horas e 15 minutos, ouvi o Claudio Carsughi dar a notícia do falecimento ao vivo na Jovem Pan, lembro do frio na espinha que senti.

“Porra!!! Se o cara morreu dirigindo, qualquer um corre risco.”

Foi esse meu primeiro sentimento. É incrível como perder um ídolo é complicado. Até então, eu pensava como seria quando o Pelé morresse. Hoje eu penso como seria a F1 se o Senna não tivesse morrido. Na segunda pós acidente, não fui à faculdade, 40 de febre. Na terça, idem. Quarta era o dia do enterro. Fui à faculdade mas, assim como 90% dos colegas, ficaSENNA.gifmos apertados na lanchonete assistindo ao cortejo. Nunca vi tanta gente nas ruas de São Paulo, nunca vi tanta paz no trânsito (por uma semana a cidade andou em ritimo desacelerado, com cortesia entre motoristas. Inimigos não viraram amigos, porém se respeitaram mutuamente quando Alain Prost veio ao Brasil não só para o funeral, como para carregar uma das alças do caixão.

Hoje, 13 anos depois, o dia primeiro de maio ainda mexe comigo. Ainda é dificil escutar o Tema da Vitória ou assistir às matérias na televisão sobre Ayrton Senna. Escrevendo esse post, lágrimas ainda escorrem dos meus olhos, porém eu continuo tendo orgulho de ser brasileiro e de sempre ter torcido para o Senna contra o Piquet.

Obrigado Campeão!!!!!!!!!!!




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6 Responses to “primeiro de maio de mil novecentos e noventa e quatro.”

  1. Gabriel says:

    lágrimas escorrem há treze anos neste dia, sempre, campeão de direito, de caráter de vida….

  2. também senti muita dor neste dia…..

  3. Ow… Todos ficamos bastante tristes…
    Foi inevitável…
    Grande exemplo de perseverança e raça.
    Nosso grande herói.
    …[:(]…

  4. Um exemplo de INSANIDADE LÚCIDA

  5. Gilberto Silveira says:

    Na verdade, o acidente do Rubinho foi na sexta, o do Ratzemberg foi no sabado, apenas um dia antes da morte de Ayrton Senna

  6. Gilberto Silveira says:

    E o caixão de Senna, na verdade não tinha alças, era uma espécie de urna funerária, lacrada a chumbo, motivo esse, (além de que o corpo chegou em São Paulo após três dias do acidente) na qual o caixão não foi aberto para ninguém durante o velório, nem mesmo para familiares.
    Prost, portando não segurou as alças, como você postou, ele ajudou a empurrar o carrinho que carregava o caixão até a o local do enterro.

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