Passei a última semana completamente atarefado, com tempo totalmente contado para cada uma das tarefas diárias e
obrigatórias. Praticamente sem tempo curtir nenhum tipo de novidade, deixei meu mais recente livro sobre a mesa lateral da minha sala de TV para uma análise mais cuidadosa e dedicada assim que eu tivesse um tempo livre.
O livro em questão é o Engenheiro de pipas – O invasor dos ares. O autor é Ken Yamamoto, um senhor com traços orientais que provavelmente todo mundo já ouviu falar ou assistiu na TV. Ele está presente no Guiness Book como o recordista de pipas no ar em uma mesma linha….mais de 3000 pipas (3344 mais precisamente). Antes de falar no livro, vou falar de onde eu o comprei.
Sábado passado, o MAM de São Paulo promoveu uma Oficina de Pipas – como fazer uma pipa – , ministrada pelo Engenheiro de Pipa Ken Yamamoto. Apesar da espectativa para essa oficina (já imaginei-me fazendo pipas melhores que meu tradicional maranhão) não ter sido cumprida, foi gratificante ver minha filha e meus sobrinhos postiços (filhos de uma amiga) se divertindo montando seus próprios peixinhos. Porém, a decepção veio ao final da oficina:
Existe uma lei cretina no município de São Paulo que proíbe empinar pipas no Parque do Ibirapuera. Exatamente isso, existe uma lei que impede o paulistano utilizar a maior área livre de fios elétricos dentro da maior metrópole sul-americana. A justificativa?? Protejer a Fauna do Parque.
Ok, temos de seguir as leis, mesmo que a vergonha nacional não às respeite. Domingo, peguei os peixinhos com 4 metros de linha e rumei junto com esposa e filha para o Parque Villa Lobos e para minha surpresa – Não se pode empinar pipas no Parque Villa Lobos aos domingos.
Como é que é? Aos sábados pode, aos domingos não??? Algumas semanas antes, estávamos no mesmo parque e tive a oportunidade de pegar um maranhão muito bem feito, que havia sido cortado com CEROL (sim, a mistura proibida de cola e vidro moído) que é considerado crime. Detalhe, o maranhão que eu peguei tinha uma rabiola repleta de cerol.
São os políticos brasileiros. Quando eu descobrir o nome das duas sumidades que fizeram tais leis, eu atualizo o post.
Voltando ao livro, ele mostra a história das pipas e suas origens, dicas de utilização e por fim, diversos projetos muitíssimo interessantes. Enfim, amanhã eu vou comprar cola, bambu e folha de seda para construir meu maranhão e vou para algum lugar onde seja permitido empinar e “debicar” meu maranhão vermelho, preto e branco.
Esse post não é patrocinado. Ele foi escrito pois é um assunto que julgo merecer ser divulgado.


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Antigamente podia-se ir à Cidade Universitária para empinar pipas, hoje nem isto pode mais. Parece que querem matar de vez esta tradição. Já o maldito do cerol continua…
Vem empinar lá em casa com a filhota
Lá é permitido!
Por favor
Moro em Campo Largo – Paraná e não encontrei este livro nas livrarias de minha cidade… tampouco em Curitiba. Alguém poderia me informar como faço para adquirir e receber em casa, pelo correio, este livro?
Gostaria também de saber o valor.
Por favor.
Silvano Silva
silvanosilv@gmail.com
Olá!
Comprei uma bela pipa para a minha filha e agora tenho um problema, não consegui encontrar um local adequado para empinar. Quando eu era criança eu ia na Cidade Universitária. Fui impedido de empinar no Parque do Ibirapuera e acabei de descobrir no seu post que não é permitido também no Parque Villa Lobos aos domingos (hoje é domingo).
Afinal, alguém poderia me indicar um local que não fosse muito longe do centro de SP?
Um abraço!
Fred, tá complicado mesmo empinar pipas em SPaulo. Eu tenho sorte por morar em um bairro com áreas abertas.
No parque ecológico do tiête é permitido, la existe um local especifico para a brincadeira, para quem gosta de combate existem lugarea especificos para esta modalidae, longe dos centros e rodovias onde ninguem vai ce ferir com a linha.
Hoje já tem o Parque do Povo, na esquina da Marginal Pinheiros com a Cidade Jardim, onde é possível empinar pipas. Fiquei surpresa de saber dessas proibições. Cada uma que inventam…